Dados
Histogramas
Organize dados contínuos em intervalos iguais, conte cada um — e a forma dos seus dados aparece de relance.
Espalhe doze notas de prova sobre a mesa: 95, 12, 67, 84... Gráficos de barras brilham ao comparar categorias como "8 cães, 5 gatos", mas notas não são categorias — elas formam um fluxo contínuo de números, assumindo qualquer valor de 0 a 100. Desenhe uma barra para cada nota e dezenas de barras se amontoam na parede. A solução: organize os números em grupos. É aí que o histograma começa.
Um histograma não é um gráfico de barras
Ambos falam por meio de barras altas e baixas, mas diferem em essência:
- O eixo horizontal de um gráfico de barras contém categorias; as barras mantêm espaços entre elas, e sua ordem pode ser alterada;
- O eixo horizontal de um histograma contém valores contínuos, fixos em ordem de tamanho e nunca alterados, com barras lado a lado — porque 50–60 e 60–70 são simplesmente trechos vizinhos de números.
Espaços não são decoração
Gráficos de barras mantêm espaços para lembrar que as categorias são independentes; histogramas não os mantêm para lembrar que os dados fluem continuamente. Verifique os espaços primeiro, e você saberá se o eixo contém categorias ou números.
Intervalos e frequência
Organize as doze notas em quatro grupos de 25 pontos cada. A contagem em cada grupo é chamada de frequência:
| Faixa de notas | Frequência |
|---|---|
| 0–25 | 1 |
| 25–50 | 2 |
| 50–75 | 5 |
| 75–100 | 4 |
A distribuição aparece imediatamente: a faixa do meio (50–75) é a mais populosa, diminuindo em direção às extremidades. Antes de organizar, decida a qual grupo uma nota de limite pertence (75 está no terceiro ou no quarto grupo?) para que ninguém seja contado duas vezes ou pulado.
Como usar
Mude para o modo de barras para sentir a mudança: um grupo, uma barra, e a altura é a frequência. Um histograma usa exatamente esse truque, só que com as barras lado a lado em ordem de valor.
Qual deve ser a largura dos intervalos?
A largura do intervalo é a faixa que cada grupo cobre (25 pontos acima), e mais fino nem sempre é melhor:
- Muito largo (digamos, apenas aprovação/reprovação): todo detalhe é achatado, e os picos entre eles desaparecem;
- Muito estreito (a cada 5 pontos): as barras pulam para cima e para baixo, e o ruído afoga a forma.
Experimente várias larguras
Desenhe os mesmos dados uma vez com intervalos de 25 pontos e outra com intervalos de 10 pontos, e compare: use a largura que der a forma mais explicável. Não há largura padrão de intervalo, apenas uma adequada.
Três perguntas para qualquer histograma
- Onde está o pico? A barra mais alta marca onde os dados se aglomeram;
- É simétrico? Um pico deslocado para a esquerda significa que a maioria das notas está baixa, com uma cauda longa para a direita; deslocado para a direita, o oposto;
- Qual é a amplitude da dispersão? A extensão do primeiro grupo ao último ecoa a amplitude dos dados — amplitude e dispersão medem a mesma coisa em números.
Verifique-se
Questionário rápido
1. Qual é a diferença mais visível entre um histograma e um gráfico de barras?
2. Na tabela acima, o grupo 50–75 contém 5 dos 12 alunos. Que fração é essa?
3. O que acontece se os intervalos forem largos demais?

